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DIU, pílula ou implante: como escolher o método contraceptivo ideal

Métodos contraceptivos — DIU, pílula e implante em line art dourada sobre fundo escuro, capa editorial

Escolher o método contraceptivo é uma decisão que vai muito além de evitar uma gravidez. Ela envolve eficácia, presença de hormônios, duração, efeitos no corpo, custo e, principalmente, o seu estilo de vida. Com tantas opções, a dúvida entre DIU, pílula ou implante é uma das mais frequentes no consultório ginecológico.

A boa notícia é que não existe um método ideal para todas as mulheres. A escolha deve ser individualizada, considerando o seu histórico de saúde, idade, preferências e planos reprodutivos — e a orientação médica é essencial para avaliar riscos e benefícios de cada opção (FEBRASGO, 2026).

No Brasil, esse cenário chama a atenção. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, a pílula é o método mais usado pelas brasileiras (40,6%), seguida do preservativo masculino (20,3%) e da laqueadura (17,3%). Já os métodos de longa duração, como DIU e implante, somam apenas 4,8% (Araújo; Abreu; Felisbino-Mendes, 2023). Ou seja: os métodos mais usados são justamente os que mais dependem da disciplina diária.

Neste artigo, você vai comparar o DIU de cobre, o DIU hormonal, a pílula e o implante com base em dados científicos, entender quais critérios considerar na escolha e saber quando procurar o ginecologista para decidir com segurança. Se você também quer entender as opções definitivas, vale conhecer a laqueadura.

Por que a escolha do método contraceptivo importa tanto?

A escolha do método certo reduz o risco de uma gravidez não planejada. Parte dessa realidade está ligada ao chamado “mix contraceptivo” brasileiro, que mantém alta prevalência de métodos de curta duração — como a pílula e o preservativo —, que têm as maiores taxas de falha em uso típico (Araújo; Abreu; Felisbino-Mendes, 2023).

O problema não é só estatístico: é também de desigualdade de acesso. O estudo da PNS de 2019 mostrou que os métodos de longa duração são usados principalmente por mulheres com maior escolaridade, com plano de saúde e que já tiveram filhos, enquanto os métodos definitivos aparecem mais entre mulheres mais velhas, com mais gestações e em situação de maior vulnerabilidade social (Araújo; Abreu; Felisbino-Mendes, 2023). O retrato já era parecido em 2013: na PNS de 2013, a prevalência de DIU era de apenas 1,1%, e mulheres com plano de saúde usavam o dispositivo quase quatro vezes mais do que as demais (Trindade et al., 2021).

Para entender a eficácia, é preciso conhecer dois conceitos. O uso perfeito é o que acontece quando o método é usado exatamente como indicado. O uso típico é o que acontece na prática, considerando esquecimentos e erros. A diferença entre os dois é pequena nos métodos de longa duração e grande na pílula, que depende de você lembrar de tomá-la todos os dias (CDC, 2024).

O que considerar antes de escolher: eficácia, hormônio, duração e rotina

Segundo a FEBRASGO, o principal critério para orientar a escolha é a segurança da paciente. Algumas mulheres não podem usar contraceptivos hormonais combinados por apresentarem risco para o seu uso (FEBRASGO, 2026).

Além da segurança, vale avaliar:

  • Eficácia: quanto menor a taxa de falha, maior a proteção.
  • Presença de hormônio: alguns métodos têm estrogênio, outros só progestágeno, e há os não hormonais.
  • Duração: de um dia (pílula) a até 10 anos (DIU de cobre).
  • Efeitos no sangramento: alguns métodos aumentam o fluxo, outros reduzem ou suspendem a menstruação.
  • Reversibilidade: a maioria é reversível, com retorno rápido da fertilidade.
  • Dependência de uso: métodos que não dependem da sua ação diária tendem a falhar menos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publica os critérios de elegibilidade médica (MEC), que classificam a segurança de cada método conforme a condição de saúde da mulher, em categorias de 1 a 4 — da ausência de restrição ao risco elevado (OMS, [s. d.]). É essa ferramenta que o ginecologista usa para individualizar a recomendação.

DIU de cobre: eficácia alta sem hormônio

O DIU de cobre é um método de alta efetividade — acima de 99% —, superior à pílula e equivalente à laqueadura. Ele dura até 10 anos, é reversível, não é hormonal e não depende da sua ação para funcionar (Ministério da Saúde, [s. d.]).

Como age? O cobre libera íons na cavidade uterina, gerando uma ação inflamatória e citotóxica com efeito espermicida, além de dificultar a mobilidade dos espermatozoides (Ministério da Saúde, [s. d.]). A FEBRASGO explica que o cobre interfere diretamente na mobilidade espermática, fazendo com que os espermatozoides não consigam se mover com eficácia (FEBRASGO, 2025b).

Vale desfazer um mito comum: a falha do DIU é de apenas 2 a 3 por 1.000 mulheres ao ano, enquanto a da pílula chega a cerca de 80 por 1.000 (FEBRASGO, 2025b). E o público é mais amplo do que se imagina: o DIU de cobre pode ser usado por adolescentes e por mulheres que nunca engravidaram, desde que não haja contraindicação, e está disponível no SUS — inclusive para inserção no pós-parto e no pós-aborto (Ministério da Saúde, [s. d.]). Entre as contraindicações estão a gravidez, a alergia ao cobre e infecções pélvicas ativas, entre outras condições que o ginecologista avalia individualmente (Ministério da Saúde, [s. d.]).

Principais desvantagens: aumento do fluxo menstrual, principalmente nos três primeiros meses, e cólicas transitórias. Há ainda a possibilidade de expulsão e um risco extremamente raro de perfuração uterina na inserção (Ministério da Saúde, [s. d.]).

O acesso também cresceu: entre 2022 e 2023, as inserções de DIU na atenção primária do SUS dobraram, passando de 30 mil para 60 mil procedimentos, e foram registradas 164,4 mil inserções em toda a rede — um aumento de 43,6% (FEBRASGO, 2025b). O DIU de cobre é uma boa opção para mulheres que menstruam pouco e não desejam usar hormônios, desde que não tenham contraindicações (FEBRASGO, 2025b). Ele também pode ser usado como contracepção de emergência, quando inserido em até 5 dias após a relação desprotegida (Ministério da Saúde, [s. d.]).

DIU hormonal: proteção e menos fluxo menstrual

O DIU hormonal contém levonorgestrel, um hormônio semelhante à progesterona, que age localmente no útero. Ele espessa o muco cervical, criando uma barreira à passagem dos espermatozoides, e reduz o fluxo menstrual — em alguns casos, fazendo a mulher parar de menstruar (FEBRASGO, 2025b).

A eficácia é altíssima. O índice de Pearl no primeiro ano é de aproximadamente 0,2, e a taxa de falha contraceptiva cumulativa é de cerca de 0,7% ao longo de cinco anos (FEBRASGO, 2025a). Em 2025, a ANVISA aprovou o uso do DIU hormonal (Mirena®) como contraceptivo por até oito anos — as indicações para tratamento de sangramento uterino anormal e proteção endometrial seguem por até cinco anos (FEBRASGO, 2025a). Os dados que sustentam essa extensão vêm do Mirena Extension Trial, que registrou apenas duas gestações em 10.216 ciclos nos anos 6 a 8, com taxa cumulativa de gravidez de 0,68% (FEBRASGO, 2025a).

Por reduzir o sangramento, o DIU hormonal tende a beneficiar mulheres com fluxo menstrual intenso, cólicas, endometriose, ovários policísticos ou no climatério, além de proteger o endométrio (FEBRASGO, 2025b). As restrições também importam: mulheres com malformações uterinas não podem usar DIU, miomas na cavidade interna do útero exigem avaliação antes da inserção (FEBRASGO, 2025b) e o DIU hormonal é contraindicado em caso de câncer de mama (FEBRASGO, 2025b).

Pílula anticoncepcional: praticidade que exige disciplina

A pílula é o método mais usado no Brasil (Araújo; Abreu; Felisbino-Mendes, 2023). Existem dois tipos principais: a combinada, com estrogênio e progesterona, e a que contém apenas progesterona (FEBRASGO, 2026).

Em uso típico, a taxa de falha da pílula combinada é de cerca de 7% ao ano — a principal causa é o esquecimento da dose diária (CDC, 2024). Quando usada corretamente, todos os dias no mesmo horário, a eficácia é muito maior.

A pílula combinada não é indicada para todas. Mulheres com enxaqueca com aura, histórico de eventos tromboembólicos, tabagistas, hipertensão arterial severa, diabetes descompensado e antecedente de tumores benignos hepáticos devem evitar o estrogênio (FEBRASGO, 2026). Nesses casos, os métodos só com progesterona — como a minipílula, o implante e o DIU hormonal — costumam ser opções. A FEBRASGO lembra ainda que as formulações só com progesterona podem provocar sangramento mais irregular nos três primeiros meses (FEBRASGO, 2026).

Além de prevenir a gravidez, a pílula combinada pode regularizar o ciclo, reduzir cólicas e ajudar no controle de acne e hirsutismo moderados ou graves (FEBRASGO, 2026).

Implante contraceptivo: o bastão de longa duração

O implante é um bastão fino, do tamanho de um palito de fósforo, inserido sob a pele da face interna do braço não dominante, com anestesia local. Ele libera etonogestrel de forma contínua por até três anos e age principalmente inibindo a ovulação (FEBRASGO, [s. d.]).

É um dos métodos mais eficazes que existem: a taxa de falha em uso típico é de apenas 0,1% ao ano (CDC, 2024) — na prática, menos de uma gravidez a cada 100 mulheres por ano (FEBRASGO, [s. d.]).

O principal efeito é a mudança no padrão de sangramento. Sangramento irregular e spotting são comuns, especialmente nos primeiros meses, e muitas mulheres evoluem para menstruações infrequentes ou ausentes com o tempo (CONITEC, 2025). Por isso, a orientação adequada e o acompanhamento médico são importantes nessa fase inicial (FEBRASGO, 2026).

O implante é reversível: ao ser retirado, a fertilidade retorna rapidamente. Em um estudo com o implante de etonogestrel, 40% das mulheres voltaram a ovular no primeiro mês após a remoção e 95,8% engravidaram em até 12 meses (Bhatia et al., 2011).

Comparativo rápido: DIU, pílula ou implante?

Método Falha em uso típico Duração Hormônio Reversível
DIU de cobre 0,8% ao ano até 10 anos não sim
DIU hormonal 0,1–0,4% ao ano até 8 anos sim (levonorgestrel) sim
Implante 0,1% ao ano até 3 anos sim (etonogestrel) sim
Pílula combinada 7% ao ano uso diário sim (estrogênio + progestágeno) sim

Fonte: CDC (2024); FEBRASGO, 2025a.

Como escolher na prática: qual método combina com você?

Não existe um contraceptivo ideal para todas as mulheres — a escolha deve ser individualizada (FEBRASGO, 2026). Alguns critérios práticos ajudam:

  • Quer “esquecer” do método? Métodos de longa duração, como DIU e implante, são os mais indicados.
  • Quer manter a menstruação mensal e controlar o ciclo? A pílula combinada pode ser uma opção.
  • Tem fluxo intenso, cólicas ou endometriose? O DIU hormonal tende a reduzir o sangramento (FEBRASGO, 2025b).
  • Não quer usar hormônio? O DIU de cobre é a principal opção de longa duração sem hormônio (Ministério da Saúde, [s. d.]).
  • Está acima de 40 anos? Há tendência de indicar métodos sem estrogênio nessa fase (FEBRASGO, 2026).
  • Planeja engravidar em breve? Métodos reversíveis de curta duração facilitam a transição.

Se você quer entender melhor o que cada método hormonal pode causar, vale conferir os efeitos colaterais dos métodos hormonais. E lembre-se: a decisão final deve ser tomada com o ginecologista, que vai avaliar seu histórico e suas contraindicações.

Quando procurar o ginecologista?

Você deve procurar o ginecologista para escolher o método contraceptivo com segurança — e não apenas quando algo parece errado. A avaliação é especialmente importante se você tem histórico de trombose, enxaqueca com aura, hipertensão, diabetes, doenças que afetam o útero ou se está no climatério. Também vale agendar uma consulta se você apresenta sangramento intenso, cólicas fortes ou se o método atual causa desconforto. A escolha informada, baseada no seu perfil clínico, é o primeiro passo para uma contracepção eficaz e segura.

Se você está em Taquara/RS ou região e quer avaliação com atendimento acolhedor e exclusivamente particular — presencial ou online —, a Dra. Daniela Correia está disponível para te atender e investigar o que está acontecendo com o método, do sintoma à causa.

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Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não substitui avaliação médica individual. Em caso de sintomas, procure um profissional qualificado.

Conteúdo revisado pela Dra. Daniela Correia — CRM-RS 48224 | RQE 37922.

Referências

ARAÚJO, F. G.; ABREU, M. N. S.; FELISBINO-MENDES, M. S. Contraceptive mix and factors associated with the type of method used by Brazilian women: a population-based cross-sectional study. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 39, n. 8, e00229322, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311XPT229322. Acesso em: 11 set. 2026.

BHATIA, P. et al. Implanon: subdermal single rod contraceptive implant. Journal of Obstetrics and Gynaecology of India, Mumbai, v. 61, n. 4, p. 422-425, 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s13224-011-0066-z. Acesso em: 11 set. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. DIU de cobre. Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s. d.]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-mulher/saude-sexual-e-reprodutiva/contracepcao/diu-de-cobre. Acesso em: 11 set. 2026.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Contraception and birth control methods. Atlanta: CDC, 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/contraception/about/index.html. Acesso em: 11 set. 2026.

COMISSÃO NACIONAL DE INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO SUS. Relatório de recomendação nº 1020: implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel para adolescentes de 14 a 17 anos. Brasília, DF: CONITEC, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2025/relatorio-de-recomendacao-no-1020-implante-contraceptivo-subdermico-de-etonogestrel-para-adolescentes-de-14-a-17-anos/. Acesso em: 11 set. 2026.

FEBRASGO. Bula do DIU hormonal muda indicação de 5 para 8 anos para anticoncepção. São Paulo: FEBRASGO, 10 jul. 2025. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/noticia/bula-do-diu-hormonal-muda-indicacao-de-5-para-8-anos-para-anticoncepcao/. Acesso em: 11 set. 2026.

FEBRASGO. DIU hormonal ou não hormonal? São Paulo: FEBRASGO, 30 abr. 2025. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/noticia/diu-hormonal-ou-nao-hormonal/. Acesso em: 11 set. 2026.

FEBRASGO. Manual de anticoncepção. São Paulo: FEBRASGO, [s. d.]. Disponível em: https://central3.to.gov.br/arquivo/494569/. Acesso em: 11 set. 2026.

FEBRASGO. Método contraceptivo: escolha deve considerar segurança, perfil clínico e estilo de vida da mulher. São Paulo: FEBRASGO, 19 mar. 2026. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/noticia/metodo-contraceptivo-escolha-deve-considerar-seguranca-perfil-clinico-e-estilo-de-vida-da-mulher/. Acesso em: 11 set. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Medical eligibility criteria for contraceptive use. 6. ed. Genebra: OMS, [s. d.]. Disponível em: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/9f048e30-0d14-4187-b167-9c24b9102092/content. Acesso em: 11 set. 2026.

TRINDADE, R. E. et al. Uso de contracepção e desigualdades do planejamento reprodutivo das mulheres brasileiras. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 26, supl. 2, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232021269.2.24332019. Acesso em: 11 set. 2026.

Perguntas frequentes

Qual método é mais eficaz: DIU, pílula ou implante?

Em uso típico, o implante e o DIU têm as menores taxas de falha, abaixo de 1% ao ano, enquanto a pílula apresenta cerca de 7% (CDC, 2024). Na maioria dos casos, os métodos de longa duração são os mais eficazes.

O DIU hormonal engorda ou causa efeitos colaterais?

O DIU hormonal age localmente no útero e pode causar sangramento irregular nos primeiros meses (FEBRASGO, 2025b). Não há garantia de ausência de efeitos; a resposta varia de mulher para mulher e deve ser avaliada com o ginecologista.

A pílula anticoncepcional falha com frequência?

Em uso típico, a falha é de cerca de 7% ao ano, principalmente por esquecimento (CDC, 2024). Quando usada corretamente, todos os dias no mesmo horário, a eficácia é muito maior.

O implante é indicado para quem nunca teve filhos?

Sim, na maioria dos casos. O implante subdérmico é um método reversível de longa duração e pode ser usado por mulheres que nunca engravidaram, desde que não haja contraindicação.

Quanto tempo leva para engravidar depois de retirar o DIU ou o implante?

A fertilidade costuma retornar rapidamente após a retirada. Em um estudo com o implante, 40% das mulheres voltaram a ovular no primeiro mês e 95,8% engravidaram em até 12 meses (Bhatia *et al.*, 2011).

O DIU de cobre pode ser usado como contracepção de emergência?

Sim, na maioria dos casos. O DIU de cobre pode ser inserido em até 5 dias (120 horas) após a relação sexual desprotegida, com eficácia superior a 99% (Ministério da Saúde, [s. d.]; CDC, 2024).

Quem não pode usar a pílula combinada?

Mulheres com enxaqueca com aura, histórico de trombose, tabagistas, hipertensão severa, diabetes descompensado e antecedente de tumores hepáticos benignos devem evitar o estrogênio (FEBRASGO, 2026).

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